O setor no qual o plano de negócio está inserido é o e-commerce. Setor que pode ser considerado um dos que mais cresce no país. Desde 2004 quando o faturamento saltou de R$197 milhões para R$745 milhões num período de 4 anos, o setor não parou mais de crescer a taxas altíssimas como de 69% ao ano. Um dado importante também é que o Brasil hoje é o quinto país com o maior número de usuários da Internet, 37,4% da população brasileira está conectada.
Esse crescimento excessivo deve-se a dois motivos. O aumento do volume de mercadorias ofertadas e ao aumento do ticket médio de compra que chega hoje a R$300,00. Além disso o consumidor está dando preferência a itens de maior valor utilitário como eletroeletrônicos. Um exemplo disso é o valor do ticket médio de compra na rede de varejo “Lojas Americanas”. Na loja tradicional dessa rede, ele é cerca de 20 reais por compra, já na loja virtual chega a 286 reais. Isso significa que o poder de compra desse e-consumidor é maior.
O desafio do varejo virtual que durante anos foi argumentar com os consumidores que a compra pela web era vantajosa e fazê-los confiar na segurança dos mecanismos de pagamento, não foi nada menos do que um processo educacional. Hoje pode-se dizer que esse cenário deu grandes avanços. As principais lojas de varejo tradicional do mundo estão migrando e expandido seus negócios para web de uma forma inevitável. E os números do crescimento do setor e dos investimentos são uma prova disso.
Dentre os produtos ofertados mais vendidos no varejo on-line estão livros, revistas e jornais, saúde e beleza ocupam a segunda posição, seguidos de informática e eletrodomésticos.
Nos últimos anos nota-se um forte crescimento de setores como têxtil e cosmético nas vendas on-line. Preocupações como a logística, quando é o caso do cliente querer devolver o produto vem envolvendo a todos que participam da cadeia do negócio, chegando inclusive nos Correios. Além disso, a interface dos sites que trabalham com esses tipos de produtos está cada vez mais exigente para conseguir atingir as expectativas e necessidades dos internautas.
O número de player no setor vem crescendo ininterruptamente. São milhões de sites de compras criados para todos os tipos de necessidades e desejos possíveis. Um exemplo disso, é o notável crescimento e ampliação do mercado com a unificação de operações do Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia, que passou a ser um concorrente de peso para a gigante do mercado, B2W que tem Submarino, Americanas.com e Shoptime em seu portifólio. Isso leva a uma concorrência mais acirrada já que o poder de barganha com fornecedores e na compra de mídia on-line fica mais disputada.
Por outro lado, segundo a pesquisa Webshoppers da e-Bit é possível notar o crescimento do setor das empresas de nicho. Esses são pequenos varejistas com seus modelos inovadores, alto conhecimento do seu público-alvo e flexibilidade para adaptar suas estratégias, e vantagens que não param de contribuir para o aumento da base de consumidores.


Escolaridade - Quantidade de Transações


| ANO | FATURAMENTO | Variação |
| 2011 (previsão) | R$ 20,00 bilhões | 35% |
| 2010 | R$ 14,80 bilhões | 40% |
| 2009 | R$ 10,60 bilhões | 33% |
| 2008 | R$ 8.20 bilhões | 30% |
| 2007 | R$ 6.30 bilhões | 43% |
| 2006 | R$ 4,40 bilhões | 76% |
| 2005 | R$ 2.50 bilhões | 43% |
| 2004 | R$ 1.75 bilhão | 48% |
| 2003 | R$ 1.18 bilhão | 39% |
| 2002 | R$ 0,85 bilhão | 55% |
| 2001 | R$ 0,54 bilhão | - |
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Análise da Concorrência (GE)
Concorrência
No ramo de e-commerce em arte decorativa existem três vertentes de concorrência:
A primeira delas é a concorrência entre sites, independente do assunto que eles abordam. Os consumidores permanecem pouco tempo em cada site, a média deste tempo gasto em cada um é de 47 segundos, ou seja, as empresas que estão no mercado online estão competindo todas entre si, para a atenção e clique do consumidor em sua página.
A segunda, é o varejo on-line C2C com algum tipo de oferta relacionada à arte e decoração.
A terceira são lojas especializadas em arte decorativa, que possuem um PDV e possivelmente um site de compras on-line.
Alguns exemplos:
1) Site de relacionamento, Email, Notícias, Música. Fontes de acesso que disputam a atenção no momento em que esse consumidor está on-line navegando pela web, sendo que não há nenhum ponto em comum com o e-commerce em arte decorativa.
2) Pegueibode, Enjoei.com:
Essas duas empresas possuem um espaço online onde pessoas podem colocar à venda ou comprar peças de roupa, acessórios, objetos de arte ou vintage e produtos infantis.
Para vender neste site, o internauta deve enviar um e-mail com a foto, descrição e preço do objeto. A equipe do site avalia se o preço está justo, se não estiver, este é renegociado, sendo que o valor final decidido engloba aproximadamente 20% de comissão para o site. A equipe também seleciona se o produto vale a pena ser anunciado e dá um feedback para o internauta dizendo se aceita ou não ajudar a vender este produto. As fotos que são enviadas também passam por processo de seleção e são tratadas.
O comprador faz o pagamento para o Enjoei, e somente depois de ter o recebimento confirmado, a equipe manda o OK para o “vendedor” mandar a peça por correio para o comprador, e este paga o frete.
3) Tok&Stok, Etna, Imaginarium:
Rede de verejo que se especializou em produtos para casa como móveis, lustres, cama, mesa e banho além de decoração. Essas lojas contam com um ponto de venda, que facilita o contato com o consumidor,que muitas vezes é o mais essencial para alavancar uma venda. O portifólio dessas lojas são bem abrangentes e possibilita facilidades como parcelamento, experimentação e influência de outras pessoas como vendedeores, amigos e outos consmidores (influenciadores). Por serem redes de varejos, elas possuem vários PDVs, facilitando o acesso do consumidor.
4) Americanas.com, Submarino, Amazon, Mundolivre
Sites que oferecem diversos tipos de produtos concentrados em uma única página. Normalmente esses sites são conhecidos por oferecer promoções regulares e serem uma boa fonte de consulta de preço tanto para compra na web quanto no varejo tradicional.
Ao fazer uma analise da concorrência de acordo com os parâmetros que intensificam a disputa entre os principais players do Grupo Estratégico podemos citar como principais, o Baixo Custo de Mudança, Ausência de Diferenciação, Crescimento rápido do setor, Baixo Custo Fixo, Ameaça de produtos/serviços substituto e Baixas barreiras de entrada.
Baixo Custo de Mudança: para o consumidor que está navegando na web a procura de um site para fazer compras genéricas, é muito provável que ele acabe indo para algum já conhecido primeiramente, que provavelmente irá englobar diversos itens em um só lugar. Para ele trocar de página basta um clique. E esse clique normalmente, é “oferecido” para ele através de links em quase todos os endereços que ele entrar. Por isso, o custo de mudança para esse consumidor é o mínimo possível, ele não precisa sequer mudar de lugar, posição, região tudo está ali na frente dele sem nenhum tipo de esforço ou diferenciação de facilidade ao acesso entre eles.
Além disso, o consumidor quando está na internet pode acessar sites com a intenção de compra ou não. A internet é muito usada para consulta também. Outro ponto é que muitas vezes a compra é feita por impulso ou na pesquisa de algum produto. Todos os sites de compra estão disputando essa venda on-line com poucos recursos de diferenciação.
Ausência de diferenciação: quando se trata de apenas uma página para exibir e oferecer todo o portifólio, demonstrar o tipo de serviço que está sendo oferecido e ainda provar para o consumidor o valor, credibilidade e facilidade do negócio, é um grande desafio.
Como foi citado na análise do setor, o crescimento do e-commerce no Brasil é hoje o maior de todo mercado. As proporções de aumento de vendas estão maiores a cada ano. Por conta disso, o mercado encontra em expansão. Mais pessoas estão dispostas a fazer compras pela web e procurando a internet para pesquisar e escolher seus produtos. Porém a oferta cresce num nível ainda maior. Sites menores e especializados estão brigando de frente com os gigantes do mercado como o Grupo Pão de Açúcar e a B2W. O crescimento acelerado do setor pode ser considerada uma oportunidade para novos negócios, porém é uma agravante da disputa da concorrência nesse mercado.
Para montar, esquematizar e viabilizar um e-commerce é necessário 3 elementos básicos. Uma página na internet com um provedor, a implementação e manutenção sistema de pagamento seguro e eficiente e um esquema de logística para entrega das mercadorias. Comparando com um PDV tradicional onde é necessário contratar funcionários, alugar ou comprar um espaço para alocar uma loja, manter um estoque, pode-se considerar o esquema de e-commerce simples e barato com baixos custos fixos.
Isso comprova a facilidade de entrada e saída de novos entrantes no setor, o que aumenta a concorrência.
As barreiras de entrada na internet, apesar de estar sendo discutido atualmente uma legislações para comércio on-line ainda é inexistente. Não há nenhuma restrição para se montar um site, pelo ao contrário, há inúmeras ferramentas facilitadoras.
Estratégia Genérica de Competição – Segundo Porter
Analisando todo plano de negócio, foi definido que a estratégia genérica de competição do projeto é ser ocupante de nicho com o objetivo sermos especializados no nosso ramo e alcançar dessa maneira, a liderança.
Para competir com essa estratégia iremos atingir consumidores específicos que irão em busca de produtos com um certo grau de personalização. Para isso toda comunicação deverá ser totalmente dirigida para esses público com as devidas características alinhadas. A distribuição deverá ser seletiva, porém intensiva para que dentro desse mercado de nicho conseguimos atingir o maior número de pessoas. E por fim nosso meta é competir pela liderança a partir da expansão da participação de mercado dentro no nosso segmento.
Diferença entre estratégia genérica dos concorrentes e da sua empresa
Por ser ocupante de nicho, nossa empresa visa atender ao mercado com uma oferta diferenciada, portant, de todas as três classificaões do concorrentes que fizemos, nenhum tem uma estratégia genérica muito parecida com a nossa, ou seja, praticamente um novo GE foi criado. De todas a opções do mercado, escolhemos aquela que não era atendida por nenhum deles e fizemos de seus gaps uma nova oportunida, a nossa estratégia é trabalhar em cima do oceano azul, ou seja, a revenda de arte decorativa online C2C.
Clientes e Consumidores
Como visto nos gráficos da análise do setor, a faixa etária de consumidores que mais compram pela internet são de 25 a 50 anos, portanto essa faixa etária que pretendemos explorar, já que o produto que será oferecido no site não tem muita limitação de idade nem faixa de interesse.
Este público é pertencente a classe AB e está interessado em decorar e renovar sua casa com peças artísticas e funcionais. Já estão acostumados a fazer compras pela internet, confiando mais nos sistemas de segurança oferecidos.
Pode ser tanto uma pessoa mais velha que mora com seus filhos, que se interessa em criar um ambiente confortável e familiar, fazer um ambiente envolvente para todos que vivem ali com o auxilio das peças que pode encontrar no site, ou até jovens que estão começando a vida, saindo para morar sozinhos, e precisam de peças diferentes para ambientar a casa. Não são pessoas que estão necessariamente ligadas a arte, e sim a peças decorativas que um apelo artístico.
Fontes secundárias
A grupo pode coletar dados de revistas que tratem tanto de e-commerce quanto de empreendedorismo, como a Exame, a Época, Pequenas empresas Grandes Negócios, E-commerce Brasil, entre outras, que publicam esporadicamente sobre o assunto.
A Pesquisa também pode ser feita nos mais de 90 artigos publicados sobre o assunto no site http://www.e-commerce.org.br. Ou pesquisar no livro on-line sobre e-commerce publicado neste site. Programas de TV como PEGN, Giro Business, também podem ser uma opção de fonte para nossa pesquisa, uma vez que discutem sobre o assunto em suas pautas, e estão sempre atualizados.
Podemos também pesquisar em revistas e eventos de decoração como Casa Cor, Casa Claudia e Casa e Jardim para entender melhor a percepçcão do consumidor sobre os objetos de desejos e as tendências do mercado.
Conclusão
Para criar um plano de negócio é preciso primeiro pesquisar o mercado que quer atender e seus concorrentes para conseguir elaborar uma estratégia que seja competitiva o suficiente e assim conseguir sobreviver com sucesso no setor.
Inteligência Competitiva também é saber escolher o setor em que vai atuar, no nosso caso, escolhemos o e-commerce, pois é um mercado que esta crescendo muito no Brasil, apesar de não ser muito explorado ainda. Isso faz com que o nosso novo negócio tenha muito potencial de crescimento.